Há uma variedade de respostas para esta pergunta, conforme as circunstâncias em que a pessoa se encontra de momento. Se a pessoa tem o dinheiro que considera o suficiente, vive num núcleo familiar relativamente são, sem problemas físicos de maior e sem probabilidade de perder o emprego no futuro próximo, então tem paz. Ou talvez tenha uma espécie de “paz” que não passa duma certa resignação perante a impossibilidade de mudar as coisas.
Esta paz falha por duas razões. Primeiro, depende sempre das circunstâncias da nossa vida. Se as coisas correm como desejamos, estamos felizes. Quando algo corre contra a nossa vontade, ficamos chateados, ou em casos mais graves, zangados ou deprimidos. Pior ainda, em muitos casos aquilo que imaginamos ser necessário para a paz ou contentamento acaba por desapontar. É só observar a vida de muitas pessoas que ganharam a fama e muito dinheiro para compreender isso.
“Mas o que é que você quer? É mesmo assim neste mundo. Temos de procurar a nossa ilhazinha de paz onde for possível. Não podemos esperar melhor.” Creio que é assim que muitos pensam mas, felizmente, é um erro.
Mas há um problema ainda mais grave do que este. Mesmo quando experimentamos a paz, é uma paz falsa. É a paz dum exército que julga o inimigo estar longe quando de facto está prestes a fazer um ataque de surpresa. É a paz da pessoa que ainda se julga de boa saúde quando na realidade um cancro começou a sua obra mortífera no corpo. João Baptista resumiu o problema desta forma: "Quem crê no Filho [Jesus] tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus." (João 3:36, na Bíblia.) Todos os dias as pessoas vão ao emprego ou à escola, cuidam dos filhos em casa, fazem as compras, fazem planos para a reforma, investem dinheiro e ignoram inteiramente uma condição terrível, prestes a lançá-los para uma situação terrível durante toda a eternidade. Mas não é o caso de Deus nos deixar na ignorância. É um perigo que tem solução. Por isso peço que, mesmo que seja céptico em relação àquilo que acabo de dizer, continue a ler.
1. A causa verdadeira da instabilidade do nosso contentamento e o perigo em que andamos é a nossa separação de Aquele que nos criou, Deus. Pois, sei o que a grande maioria dos cientistas dizem sobre a origem do homem, mas confesso que não consigo crer nessa teoria (e, comigo, não poucos cientistas) por duas razões. Primeiro, porque não consigo harmonizar a complexidade enorme da vida orgânica com os mecanismos que propõem para o seu aparecimento na terra. Segundo, porque a maior parte das pessoas não conseguem abafar uma voz no íntimo que diz que somos mais do que bichos, que há algo eterno em nós.
A resposta que encontramos na Bíblia para a triste condição do ser humano é que ela é o resultado de rejeitarmos a vontade de Deus. A Bíblia diz assim:
“Não há um justo, nem um sequer.”
“Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas. Cada um se desvia pelo seu caminho.”
“Todos pecaram e carecem da glória de Deus.”
O último versículo que citámos (Romanos 3:23) diz que perdemos todo o bem que Deus concedeu ao homem quando o criou. Muitos pensam que obedecer à lei de Deus é chato e perdemos a nossa “liberdade”. A realidade é que essa lei é o que garante a nossa glória e contentamento. Sobre Deus a Bíblia diz: “Na tua presença há plenitude de alegria”. Um comboio que salta da linha tem “liberdade” das restrições impostas pelos carris, mas não anda.
2. Há graves consequências da nossa rejeição da lei de Deus. O próprio Deus, que é santo e ama a santidade, afastou o homem e condenou-o. A Bíblia diz: “O salário do pecado é a morte”. Ou seja, há um preço a pagar pelo pecado que todos nós cometemos. Não é só a morte física, mas a separação eterna de Deus.
Um dia Deus vai julgar todos os homens. Existe uma ideia popular que, no fim, Deus há de pôr as nossas boas obras num lado duma balança e as más no outro lado. Pesando as boas mais do que as más, ficamos salvos. (E quem pensa que faz mais mal do que bem?) Podemos ser pessoas boas em comparação com algumas pessoas, mas somos inteiramente maus aos olhos de Deus.
3. Apesar desta situação escura em que vive a humanidade, há novas muito boas. O próprio Deus fez diligências no sentido de nos tirar da fossa, limpar-nos, perdoar-nos e dar-nos vida eterna, algo inteiramente bom depois da morte. A Bíblia diz que Jesus, o Filho eterno de Deus, veio ao mundo não apenas para nos dar um bom exemplo, mas para levar sobre Si a culpa do nosso pecado, assim pagando o “salário do pecado”.
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito para que todo aquele que n'Ele crê não pareça mas tenha a vida eterna.”
“Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós, para que nele, fôssemos feitos justiça de Deus.”
“Mas Ele foi ferido por causas das nossas transgressões e esmagado por causa das nossas iniquidades. O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele e pelas Suas pisaduras fomos sarados.”
4. É preciso fazer algo para que experimentemos o perdão de Deus, sejamos restaurados a um relacionamento com Ele, e comecemos a levar a vida de paz que Ele deseja para o homem.
Primeiro, é preciso arrependimento.
Não é preciso mais actos de religião ou penitência. Deus não se interessa minimamente por estas coisas:
“Não te comprazes em sacrifícios; do contrário, eu tos daria; e não te agradas de holocaustos. Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito.”
Se o leitor é pai ou mãe, imagine o caso seguinte: apanha o seu filho em “delito flagrante”. O que você deseja é que o acto pese na consciência do seu filho e que ele peça perdão. Em vez disso oferece-se para ir à cama uma hora mais cedo, sem ver o seu programa preferido na televisão, mas sem qualquer sinal de remorso. Fica satisfeito com a sua oferta de “penitência”? Por que é que as pessoas pensam que Deus deseja estas coisas em vez de um arrependimento sincero?
Segundo, é preciso deixar de confiar na nossa ideia da nossa própria justiça e confiar plenamente na morte de Jesus por nós (por mim e por você!), e na Sua ressurreição.
Se Jesus não ressuscitou, não existe a mínima razão para acreditar na sua palavra, pois Ele enganou-se.
“Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.”
Se no seu coração está sinceramente arrependido pela sua desobediência à lei de Deus (o pecado), e disposto a crer em Jesus pelo perdão de todos os seus pecados, é só orar com as suas próprias palavras, pedindo o perdão a Deus. Vai entrar num relacionamento com o Seu Criador que nunca achava imaginável, ser completamente purificado por Deus de toda a sua injustiça, e vai começar uma nova caminhada para uma vida com confiança em Deus, mesmo nas lutas.
“No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.”
Podia deixar aqui uma oração que serve de modelo, mas resisto à ideia porque muitas vezes as pessoas acham que repetir uma oração tem algum valor. Não são as palavras que fazem um crente, mas a sinceridade do arrependimento e da fé na morte e ressureição de Jesus pelos pecadores. Portanto, fale com Deus onde quer que você se encontre, usando as suas próprias palavras. Deus deseja recebê-lo como filho. Não é a sua escolha de palavras que vá salvá-lo ou condená-lo mas se está disposto ou não a deixar de confiar no seu próprio esforço para ser bom e religioso, confiando somente no dom gratuito de Deus através de Jesus Cristo.
Depois, contacta-nos. Queremos ajudá-lo a caminhar nesta vida sem igual!
-Pastor Jónatas