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Todos os artigos são da inteira responsibilidade do autor e não representam necessariamente a opinião maioritária dos membros da Igreja Evangélica Baptista de Abrantes.

    Índice
  • Compaixão Real
  • O Deus dos Desastres
  • A Marca do Cristão
  • Desde que haja saude...
  • Ressurreição? A sério?
  • Respeitar a ideia de cada um?
  • Em dinehiro já não confiamos
  • O Aborto: Escolhas Incómodas
  • Objectividade científica
  • Deus ama os homossexuais?
  • Compaixão Real

    Por vezes há assuntos que nos incomodam ou interessam sem podermos identificar exatamente a razão. Um destes temas para mim, já há alguns anos para cá, é a responsabilidade do crente em Jesus Cristo em relação aos necessitados.

    Talvez para a maioria dos crentes não há nada a debater: se há uma necessidade, estando no nosso poder fazer algo, devemos agir. A teoria pelo menos é essa, a prática nem sempre. Algumas coisas que vejo em termos de ação social da parte das igrejas deixa-me incomodado. Não me parece ser aquilo que o apóstolo Paulo queria dizer quando escreveu: “Enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé.” (Gálatas 6:10)

    Dei recentemente uma série de quatro mensagens sobre este assunto à luz das Escrituras. Sem poder passar aqui o conteúdo de todas as mensagens (pode ainda ouvi-las durante umas semanas depois da colocação deste blogue, na página dos sermões), gostava de resumir três dos pontos que considero mais importantes:

    • Sendo o nosso Deus um Deus de compaixão, qualquer pessoa que está a crescer em Jesus Cristo não pode deixar de ser também uma pessoa cada vez mais compassiva.
    • O crente em Jesus Cristo deve ajudar por causa da necessidade que existe, e não com motivos secundários. Ou seja, não devemos entrar em alguma ação social para podermos testemunhar de Cristo, mas porque existe uma necessidade real.
    • Porque a necessidade maior da toda a humanidade é a salvação, qualquer ajuda que visa apenas a resolução de um problema físico/financeiro é falta de amor ou falta de compreender a realidade séria da condição humana.

    Os últimos dois pontos parecem ser contraditórios, mas não são. Dou um exemplo. No século 19 um prussiano radicado na Inglaterra, George Mueller, viu o problema enorme dos órfãos e sentiu o desejo e a chamada da parte de Deus para começar um orfanato. Fê-lo, sem ajuda do governo e chegou a apoiar milhares de órfãos nesse país. Mas foi a paixão por Cristo que o movia e desde logo a educação das crianças incluía uma formação não só académica/física como também espiritual. Ao longo prazo (eternidade!) qual era o valor de tirar as crianças da rua ou das fábricas onde eram exploradas se nunca tivesse oportunidade de conhecer Cristo?

    Conheço igualmente um ministério entre mulheres, principalmente prostitutas com filhos, que visa tirá-las da rua e viabilizar a sua reinserção social. Mas a fundadora da instituição (não apoiada pelo governo) entendia desde logo que o sucesso passava por uma transformação no interior que só Cristo podia efetuar. O ensino da Palavra de Deus faz parte da rotina diária dessas senhoras.

    Posso citar muitos outros exemplos semelhantes. Posso também apontar para muitas obras de compaixão que começaram bem mas onde perderam depois o rumo certo. Fazem trabalhos excelentes de curar o corpo, deixando a alma no estado lastimoso de sempre. Outros parecem querer fazer concorrência com outras religiões para mostrar ao mundo o que valem. (Um exagero, mas não muito!)

    Deixo, portanto, este apelo a todos os que amam a Jesus na verdade: amemos os outros, sirvamos os outros, mas com as prioridades de Cristo que “veio buscar e salvar o perdido”.

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    O Deus dos Desastres

    Na altura do terramoto no Haiti pensei em escrever sobre este tema, provocado por um artigo sobre o mesmo assunto no site da BBC. O artigo não tinha nada de especial. Foi escrito por um professor de filosofia no Reino Unido, abordando a velha questão de como harmonizar desastres como o do Haiti (e o tsunami no sueste da Ásia, e ciclones em muitos lugares, e mais terramotos, e mais cheias, e ...) com a ideia de existir um Deus todo-poderoso e também de amor. Ou seja, se Deus tem o poder para parar/mudar as coisas, e é um Deus de grande amor, como podem existir estes catástrofes? No estilo típico da BBC, e talvez da cultura britânica em geral, o autor deixa-nos com a impressão que não há maneira dos harmonizar. Conclusão? É muito pouco provável Deus existir.

    Como disse, pensei em escrever. O tempo passou e não tive oportunidade, mas com o desastre na Madeira, resolvi voltar ao assunto.

    A parte mais patética do artigo na BBC foram as citações de pessoas religiosas que claramente não tinham resposta, se o autor fez justiça às suas afirmações. Ficamos com a impressão que o que é necessário para crer em Deus é uma fé cega. O ateu pergunta com alguma razão: Para quê? Não é mais fácil deixar de acreditar num tal Deus? Respondo: "Sim, é melhor não acreditar num deus destes."

    No entanto, se queremos aprofundar a questão dos desastres naturais e a existência dum Deus que tem o poder para evitá-los (e Este, sem dúvida, não fruto da nossa imaginação mas de revelação bíblica), então temos de ver o que Ele revelou sobre Si próprio e não apenas o que nós queremos acreditar a Seu respeito.

    Eis algumas poucas coisas que aprendemos sobre Deus na Bíblia:

    • Ele já eliminou uma vez toda a vida humana na terra, menos 8 pessoas.
    • Da sua mão vem o bem e o mal.
    • Prometeu um castigo severo a Israel se ela fosse infiel ao pacto que fez com Ele, e cumpriu a Sua palavra.
    • Apesar de ver com repugnância a maldade em todos os seres humanos, com paciência ainda concede a capacidade de comer a mais do que 6 mil milhões de pessoas diariamente, e até gozarem de momentos de felicidade e amor humano.
    • Avisou que vêm tempos em que os desastres vão aumentar ainda mais sobre a terra de tal forma que os que presenciámos até agora vão parecer pequenos ensaios em comparação do que há-de vir.
    • Disse, pela boca de Jesus, que os desastres que acontecem a alguns não são necessariamente por serem piores do que os outros, mas são um aviso do que nos espreita a todos se não mudarmos de rumo.
    • Mesmo nos desastres, muitas vezes Deus mostra misericórdia e deseja que os seus filhos socorram os que sofrem.
    • Desejou tanto salvar os homens da corrupção e da Sua própria ira contra o mal, que mandou o Seu eterno Filho, Jesus Cristo, para pagar o castigo que nós merecemos.
    • Tem grande prazer em juntar a Ele homens e mulheres transformados pelo Seu poder, justificados pela fé na morte e ressurreição do Seu Filho, dando-lhes o Seu próprio Espírito e alegria.

    Ora, o leitor pode não querer acreditar neste Deus. É certo que não é um Deus que pactue com o orgulho humano e os direitos que tanto reclamamos. Mas se quisermos compreender algo sobre Deus, vai ser necessário "julgá-lO" não pelas ideias populares. Pelo contrário, temos de olhar para aquilo que Deus revelou sobre Si mesmo.

    E é imprescindível reflectirmos bem sobre as obras de Deus. Vivemos, afinal, no Seu mundo e não no nosso.

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    A Marca do Cristão

    Conheci o Antero durante poucos anos. Lembro-me de o cumprimentar uma vez quando fui convidado para pregar num culto da igreja, talvez em 2004. Era um homem baixinho, quieto, claramente de idade avançada. Até julguei que a sua falta de conversa era resultado da sua idade e que, certamente, faltava pouco para um funeral. Estava enganado. Ele viveu mais cinco anos e estava em perfeita saúde mental quase até ao fim.

    Quando vim parar em Abrantes como pastor da igreja ele já não frequentava os cultos. Deu uma queda em 2004 ou 2005 e partiu uma perna, caso sério para uma pessoa da sua idade. Mesmo assim curou-se, mas nunca mais com a mesma segurança nas pernas como antes e sempre com alguma dor. Faleceu no dia 14 de Setembro de 2009 com 97 anos e meio. Nestes últimos três anos e meio fui visitá-lo com alguma regularidade. Não posso dizer que o conhecesse bem, mas descobri nas minhas conversas com ele mais uma jóia da graça de Deus.

    O Antero não era teólogo, nem coisa parecida. Por vezes lia a Bíblia com ele e fazia-lhe perguntas sobre o texto, a minha maneira normal de ensinar as Escrituras. Compreendi depressa que esse método não dava para ele. Era uma pessoa perspicaz, sábia, inteligente, mas a sua mente não tinha sido treinado para os métodos académicos em que eu fui criado. Ele próprio disse que ia à igreja porque precisava que os pastores e professores lhe explicassem as Escrituras. Por vezes as Testemunhas de Jeová iam à sua oficina de reparação de sapatos a tentar convencê-lo das doutrinas da Sociedade Torre de Vigia. Não tinha respostas para os truques de interpretação e metodologia de argumentação cuidadosamente preparada pela "Sociedade", mas aquilo nunca lhe batia certo. Qualquer coisa dentro dele dizia que a verdade era outra e não foi apenas para não "mudar de religião". Tinha já perto dos 50 anos de idade quando recebeu Jesus Cristo como o Seu Senhor e Salvador, portanto a fé em Cristo era para ele algo que assumia conscientemente e não apenas "porque foi sempre isso que os meus pais me ensinaram".

    Foi precisamente essa característica do Antero que mais me consolava. Nos em quem habita o Espírito de Deus pela fé em Jesus há um conhecimento que, embora tendo o seu fundamento na Bíblia, não depende dum conhecimento exaustivo da mesma. Como disse o profeta Jeremias: "Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao SENHOR, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles".

    É precisamente essa a qualidade que marca a diferença entre o homem que conhece Deus e o homem que tem apenas religião. No fim da vida, bem como na caminhada ao longo dela, a questão central não são apenas as doutrinas que dizemos serem a verdade, mas se o Espírito de Deus habita em nós ou não, escrevendo a Sua lei no coração, dando conhecimento do próprio Deus no interior.

    Com grande consolação dizemos "Adeus! Vai com Deus!" ao nosso amigo e irmão, mas a nossa admiração é virada para o bom Deus que segurou a sua mão e o ensinou até ao fim!

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    "Desde que haja saúde..."

    Quantas vezes por semana é que ouve, ou diz, essa frase ou outra semelhante? A resposta para essa frase costuma ser algo como: "Pois, isso é o principal". É uma "verdade" tão aceite por todos que ninguém a questiona.

    Mas devemos questioná-la porque não é a verdade. Não entenda mal o que estou a dizer. Sem a saúde é difícil gozar o resto da vida e se a saúde for muito má, perdemos mesmo a vontade de viver. Um homem rico com um casarão, piscinas, criados e bons caros não consegue gozá-los se está com dores ou desconforto a toda a hora. Toda a vida corre melhor quando a podemos enfrentar com saúde: aturamos melhor os aborrecimentos, respondemos melhor a incómodos pequenos, rimo-nos mais, enfim, temos uma disposição muito melhor. A saúde é um bem precioso que todos nós desejamos e procuramos.

    O problema com essa frase não está na palavra "saúde" mas nas palavras que a acompanham: "desde que haja", "o mais importante", "o principal e outros que colocam a saúde no cúmulo dos desejos e das ansiedades humanas. E qual é o problema com isso? Simplesmente que, mais cedo ou mais tarde, a saúde foge a todos. Por mais dinheiro que gastemos em médicos e remédios, um dia a nossa saúde vai falhar. Se a saúde é o mais importante, podemos ter a certeza de que um dia vamos perder o mais importante.

    Há quase um ano um amigo mandou-me um email, informando-me que a sua esposa, de 51 anos de idade, tinha morrido. Era uma senhora que se mantinha em forma, tinha cuidados com a sua saúde, e estava sem quaisquer problemas físicos de maior. Depois de um dia normalíssimo de compras com a nora, preparar refeições e trabalhar no quintal, foi para a cama bem disposta mas cansada pelas labutas do dia, como tinha feito durante mais do que cinco décadas de vida. Mas nessa noite a saúde lhe falhou. O marido, dando pela sua ausência na cama durante muito tempo, foi procurá-la. Encontrou-a na casa de banho, morta dum AVC ou enfarte cardíaco.

    Felizmente a saúde não foi o mais importante para ela. Apesar do esforço que ela fazia para ficar em forma, entendia que esta vida tem mesmo de terminar. Por isso para ela o mais importante foi estar em paz com Aquele que tomava conta dela depois da morte, e nas mãos de quem estava a sua vida aqui na terra. Ainda enquanto mãe e esposa jovem ouviu alguém falar da Bíblia e como, de acordo com a mesma, o ser humano não está em paz com Deus por causa do egoísmo e maldades que fazem parte de cada um de nós. Mas também descobriu que o próprio Deus criou um caminho para nos restaurar, e isso através de pôr toda a nossa culpa no seu Filho, Jesus Cristo, quando esse morreu na cruz. E depois de Cristo morrer na cruz, voltou a viver, oferecendo vida eterna, mesmo quando a saúde aqui já não existe. A nossa amiga pediu perdão a Deus, creu na promessa de vida através de Jesus, e nasceu para uma vida nova que nenhum AVC lhe podia roubar.

    De facto a saúde está longe de ser o mais importante. "Desde que haja" paz com Deus a nossa vida agora e no futuro está segura, mesmo quando a saúde já não existe.

    "A minha carne e o meu coração desfalecem; do meu coração, porém, Deus é a fortaleza, e o meu quinhão para sempre." - Salmo 73:26

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    Ressurreição? A sério?

    "Os meus pais morreram, os meus avós, e todos os meus antepassados e nenhum deles alguma vez voltou dos mortos." "Ninguém nunca voltou dos mortos para nos dizer como é." Com estas e outros frases muitos exprimem a sua fé no facto de não haver vida após a morte. Sim, digo "fé" porque afirmar aquilo que não podemos ver com os olhos é sempre uma afirmação baseada na fé.

    No ensino cristão a fé é outra. O mundo cristão acaba de celebrar mais uma vez a ressurreição de Jesus Cristo dos mortos, a Páscoa. Curiosamente, pode-se procurar por toda a Bíblia Sagrada sem encontrar uma única menção de tal prática na igreja primitiva. Independentemente de ser necessário ou não o cristão celebrar a Páscoa, a ressurreição de Jesus Cristo dos mortos é o evento fulcral da fé cristã. Não é possível dizê-lo mais claramente do que o apóstolo Paulo: "Se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé". Fico admiradíssimo quando, de vez em quando, encontro uma pessoa que se considera cristã, mas que nega haver qualquer vida após a morte. É cristão para quê? Se Jesus ainda está morto, acreditamos numa mentira. Se não há ressurreição para os seus discípulos depois da morte, pouco interessa como vivemos agora.

    A importância da ressurreição de Cristo é ilustrada pelo apóstolo Paulo numa ocasião quando foi convidado a explicar as suas convicções perante um grupo de filósofos amadores e curiosos em Atenas. Não era gente com raízes judeu-cristãs. A grande maioria acreditava em muitos deuses. No meio dessa malta, Paulo tinha a lata de dizer que Deus, no seu amor, chamava a todos para o arrependimento porque, Deus "estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão (Jesus) que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos". Tal como hoje em dia, a resposta de muitos à ideia da ressurreição foi de gozar. Paulo era um homem culto e tinha de saber que iam reagir assim. Então, por que é que queria criar problemas, falando directamente sobre um assunto destinado a levantar barreiras?

    A resposta é que não há fé verdadeiramente cristã sem fé na ressurreição de Jesus Cristo. O apelo do cristão não é apenas para uma vida mais justa, com mais amor e misericórdia, com mais moralidade, apenas um estilo de vida específico. É uma apelo para seguidores dum homem/Deus vivo e activo no mundo. Negar a ressurreição é negar o cristianismo.

    Chamamos à crença na ressurreição "fé" porque foi um evento único que aconteceu há 2000 anos atrás. Não é, contudo, uma fé sem provas históricas. Os inimigos de Cristo nunca conseguiram produzir um corpo para desmentir o testemunho das mais de 500 pessoas que o viram depois da ressurreição. As diversas teorias propostas para o desaparecimento do corpo de Cristo caem na incoerência e improbabilidade. A ideia de quase todos os apóstolos darem a própria vida para defenderem o que sabiam ser uma mentira é difícil engolir.

    Ainda hoje sei que alguns que lêem estas palavras acham a ressurreição uma das lendas mais incríveis e enganadores dos últimos dois milénios, mas mesmo assim afirmo: Cristo ressuscitou, e por isso tudo que Ele ensinou é a verdade. Espero que o leitor venha a crer nesse Cristo vivo, mas senão, outra mensagem não temos e nesta alicerçamos todo o nosso viver.

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    Respeitar a ideia de cada um?

    Quando era adolescente a minha igreja, como ainda hoje, tinha uma hora aos Domingos chamada "Escola Bíblica Dominical". Houve várias classes divididas por idades. Sendo uma igreja relativamente grande, as classes eram divididas por sexo também. Foi com muita coragem que um dos homens da igreja se ofereceu para ensinar a classe da qual eu fazia parte: rapazes dos sétimo, oitavo e nono anos de escolaridade.

    O nosso professor foi, na linguagem popular, porreiro. Realmente sabia lidar com terroristas do nosso género, mas nem ele estava preparado para tudo.

    Um dia usou uma ilustração para explicar o que é a fé bíblica, ilustração essa que já ouvi ser repetida várias vezes desde então. Pegou numa cadeira desdobrável e explicou-nos que a fé não é dizer que a cadeira nos pode sustentar. A fé é sentar-se na cadeira, é crer ao ponto de acção, de confiar mesmo.

    Acontece que essas cadeiras desdobráveis que usávamos nas aulas eram velhas e tinham uma característica muito especial. Sentar-se numa delas com muita força podia fazer com que a estrutura metálica cedesse deixando a pessoa cair para o chão. Depois disto acontecer uma vez, era possível voltar a indireitá-la normalmente, mas nunca mais aguentava o peso de ninguém. Caía logo novamente, apesar de ter o aspecto duma cadeira normal.

    Ora, se havia uma coisa que os adolescentes faziam nos jogos das suas festas na igreja, era lançar-se para cima duma cadeira com força. Depois duma destas festas com o inevitável sacrifício de mais uma cadeira, eu e os meus colegas tivemos uma ideia "genial". De facto foi uma ideia estúpida, mas rapazes de 12 a 14 anos de idade não são exactamente conhecidos pelo seu bom senso. Endireitámos a cadeira e colocámo-la no lugar do professor.

    No dia seguinte, Domingo, nós todos chegámos antes do professor para saborearmos o fruto do nosso crime. O professor entrou, cumprimentou-nos e sentou-se na cadeira, a qual nos deu a satisfação de ceder conforme as nossas expectativas. Com professor e cadeira no chão, desatámo-nos a rir e a declarar que o professor "tinha muita fé". Dou graças a Deus por duas coisas: o professor não se aleijou e também se riu connosco. (Eu não disse que era porreiro?)

    A ilustração que ele nos tinha contado tinha uma falha. A fé é crença ao ponto de acção, mas também só é válida quando posta na verdade. A fé que ele depositou na cadeira só lhe valia enquanto a própria cadeira fosse digna de confiança.

    Hoje em dia uma das frases que ouço com frequência é que devemos respeitar a fé de cada um. Para eu não ser mal-entendido, compreenda que eu acho que devemos respeitar pessoas e o direito deles em crer no que quiserem sem serem gozadas ou perseguidas. Mas enquanto respeito pessoas, não posso respeitar uma "fé" se essa fé é depositada numa mentira como a cadeira partida em que o meu professor se sentou. Se um amigo enlouquecesse e deixasse de acreditar na lei da gravidade, ficávamos indiferentes enquanto ele se lançava pela Ponte 25 de Abril abaixo, porque devemos "respeitar a ideia de cada um"? O amor pelo amigo obrigava-nos a fazer tudo para que ele abandonasse tal ideia.

    É muito popular pensar que uma ideia (sobretudo em relação a Deus) é tão válida como outra. A realidade é que não há duas verdades porque uma contradiz a outra. O relativismo dos nossos tempos pode acabar com algumas discussões, mas não nos faz chegar mais perto da verdade. O próprio Jesus Cristo foi muito exclusivo: "Eu sou o caminho a verdade e a vida," disse Ele, e "ninguém vem ao Pai senão por mim."

    Mas a frustração das pessoas é grande quando falamos desta forma. Perante as muitas ideias que há no mundo como saber qual é a verdade? Talvez noutro blogue abordemos esta questão, mas deixo por enquanto só esta promessa de Deus. Não é uma promessa dirigida às pessoas que querem "respeitar a ideia de cada um" para que elas próprias não tenham de mudar, mas é para aqueles que realmente querem saber a verdade:

    O Senhor esquadrinha todos os corações e penetra todos os desígnios do pensamento. Se o buscares, ele deixará achar-se por ti; se o deixares, ele te rejeitará para sempre. —1 Crónicas 28:9

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    Em Dinheiro já não Confiamos

    Não sou economista, nem coisa parecida. Mal consigo equilibrar a minha própria conta à ordem, muito menos entender as economias globais. Mas seria necessário nunca ler um jornal, ligar a televisão ou ouvir as notícias na rádio para não se aperceber de que estamos perante uma ameaça grave a escala mundial. O governos estão a aplicar medidas nunca vistas para que a economia mundial não sofra uma paragem cardíaca. Ainda não sabemos se o paciente vai sobreviver ou não, ou, mesmo sobrevivendo, quais os efeitos ao longo prazo.

    Resisto comentários do tipo apocalíptico, embora o fenómeno que estamos a presenciar poderá encaixar-se bem dentro de alguns cenários do livro de Apocalipse! Por vezes, na brincadeira, digo aos meus filhos que me vou lançar da ponte 25 de Abril abaixo, lembrando o que muitas pessoas, de facto, fizeram nos E.U.A. durante a Grande Depressão de 1929 e anos seguintes. Mas a situação não é brincadeira nenhuma. A verdade é que realmente não sabemos ainda quais vão ser os resultados da presente crise. É possível que venha apenas a corrigir alguns "erros" (cobiça) de alguns, ou é possível que o maior sofrimento esteja ainda por ver. A última crise financeira destas dimensões, a Grande Depressão, contribuiu, entre muitos outros factores, para a subida do Hitler para o poder na Alemanha. Aliás, foi o início da Segunda Guerra Mundial que também pôs fim definitivo à Grande Depressão, ao preço de milhões de vidas.

    Mesmo que resista a comentários apocalípticos, há um comentário a que não resisto: a crise serve para mostrar mais uma vez a fragilidade das nossas vidas. A vasta maioria de nós não tem os recursos para suster uma crise de longo prazo. Muitos dos nossos planos para o futuro poderão ir para o esquecimento. Poderemos sofrer a perda dos bens que acumulámos ao longo de anos. Os que entram nesta crise já com grandes dívidas pessoais poderão ir mesmo para a falência e miséria.

    Neste momento alguém está a pensar, "Pois é, quem tem dinheiro tem tudo." É engano. Jesus falou dum homem que pensou assim e depois Jesus respondeu: "Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus." A segurança de ninguém está no seu dinheiro. Mesmo que consigamos juntar o suficiente para aguentar a crise financeira, podemos perder a vida num instante. Aliás, o dinheiro torna a situação pior porque dá uma sensação falsa de segurança. Nós, que não temos fortunas, percebemos (ou devemos perceber) que temos pouco (na verdade, nenhum) controlo sobre o nosso futuro. Se juntarmos a sabedoria à compreensão da realidade, procuraremos o único fundamento em que podemos realmente confiar, o Deus nas mãos de quem está a nossa vida. A alternativa é continuar agarrados à autonomia que imaginamos ter.

    Não vos assombreis, nem temais (...) Há outro Deus além de mim? Não, não há outra Rocha que eu conheça.

    (Isaías 44:8, Bíblia)

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    O Aborto: Escolhas Incómodas

    Há vários anos atrás, antes das ecografias fazerem parte dos exames pré-natais, ouvi na rádio uma história, provavelmente fictícia, sobre um professor numa faculdade de medicina. Segundo se contou, esse professor costumava colocar à apreciação dos seus alunos um caso clínico bastante grave. Tratava-se duma senhora grávida que entra no consultório queixando-se duma série de complicações, todas apontando para uma alta probabilidade de nascimento duma criança defeituosa. No fim de explicar a situação clínica da senhora o professor perguntava aos alunos quem aconselhava um aborto. Quase todos os alunos levantavam a mão. Depois o professor acrescentava: "Parabéns, meus amigos. Acabam de matar o grande compositor, Beethoven." Pelos vistos foi essa a condição clínica da mãe de Beethoven quando estava grávida com o futuro génio de música clássica.

    Duvido que seja o caso para a maioria das pessoas que estão a favor do aborto, mas acho que os equívocos que surgem à volta da "interrupção voluntária de gravidez" não me deixavam dormir bem à noite se eu estivesse desse partido. Veja só um caso que apareceu nas notícias há pouco tempo. Conta-se o caso dum rapaz que nasceu com diversas deficiências. A reportagem é uma história de coragem e de força de vontade para ultrapassar os obstáculos. Admiramos o rapaz e os pais que não se deram ao luxo de desistir e dizer que ele nunca chegava a ser ninguém. Mas no início da reportagem a jornalista fez uma afirmação estranha, que foi mais o menos assim: "Nessa altura as ecografias pré-natais não eram rotinas..." O que é que ela queria dizer com isso? Simplesmente que, se os pais tivessem sabido das deficiências da criança durante a gravidez, podiam fazer um aborto (ilegal na altura). Assim não teríamos uma história de coragem, dum rapaz que assumiu o seu papel na sociedade, que luta para não ser peso para os outros e que leva uma vida relativamente normal. Tinha sido deitado para o lixo enquanto "feto".

    Poucos dias depois vi uma reportagem sobre outro caso duma criança que nasceu com deficiências ainda mais graves do que o outro. Vi uma criança com aspecto quase normal, uma vida preciosa e que pode vir a ajudar-se a si mesmo em algumas coisas. Mas a reportagem centrou-se na indignação dos pais. Sem o dizerem directamente, podiam ter abortado a criança se soubessem do problema com antecedência. Às tantas perguntei-me a mim próprio: "Se a vida dessa criança vale tão pouco para eles, por que é que não a matam?" Julgo que, apesar da mensagem que o jornalista quis transmitir, os pais ganharam o afecto normal pelo menino. Para além disso, como é evidente, a lei não permitia isso. Segundo a lei, enquanto dentro da mãe, a vida não vale nada (pelo menos durante os primeiros três meses), mas depois já é pessoa e não podemos (muito menos devemos!) matar a criança. Como fazem esses juízos é que não sabemos.

    Assim também, em algumas partes do mundo existem hospitais onde lutam para poupar a vida dum bebé nascido prematuro e nos mesmos hospitais há mães que abortam filhos da mesma idade que o prematuro. Será que as pessoas param para pensar no que isto significa, ou preferem fechar os olhos para não terem de pensar nas vidas que colhem?

    Se é mãe e já fez um aborto voluntário, não a condeno. Se é como a vasta maioria das mães nos estudos feitos sobre o assunto, já sente a culpa e peso do seu acto, por mais que a sociedade o desculpe e tente dar consolo. A criança não pode voltar a viver, mas em Deus você pode encontrar perdão. Se quiser saber mais, contacte-nos ou veja nossa página sobre o perdão de Deus. Esse perdão é coisa tremenda!

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    Objectividade Científica (e outros mitos)

    Pelo título dá a entender que sou muito céptico em relação à ciência. Não é o caso. O meu primeiro curso universitário foi a química e juntamente com as cadeiras de química e física também encontrei o tempo para tirar três cadeiras de biologia. Gostei sempre das ciências e, embora não continuasse os meus estudos na química depois do primeiro curso, foi por ter outras prioridades, não por falta de interesse. Ganhei muito amor pelas ciências, mas também cheguei a compreender as suas limitações.

    À medida que os anos passam desvendamos cada vez mais mistérios da natureza. No entanto, embora a ciência nos possa dizer muito sobre o presente e fazer algumas previsões sobre o futuro próximo, é bem mais limitada quando se trata do passado. De onde é que viemos? Como chegou o mundo a ter a sua configuração actual? Qual a origem do universo? O mais que a ciência pode fazer é propor teorias e depois conceber experiências que testam a probabilidade ou não dessas teorias representarem a verdade, sem nos poder dar certezas sobre elas. Ninguém pode trazer o passado para o presente para o observar.

    Muitos cientistas e não cientistas fazem afirmações como "Só acredito naquilo que posso ver ou medir." Por isso muitos nem sequer querem considerar a possibilidade duma origem divina para a vida, pois isso pertence à metafísica, a questões que não se pode testar no laboratório. Porque está na moda hoje em dia dizer que a teoria da evolução é de tal forma segura que nenhuma pessoa inteligente a questionava, julga-se que essa teoria pertence às certezas que se pode medir no laboratório ou através de observar a natureza. Será? Eis duas coisas necessárias à teoria da evolução, entre outras, que o cientista nunca observou:

    • O aparecimento de vida a partir de matéria morta.
    • A formação de organismos novos através dos dois mecanismos da teoria de evolução: mutação e selecção natural.

    Quando falamos nessas realidades a resposta costuma ser que são processos muito longos, por isso não esperamos observá-los no curto espaço das nossas vidas. A questão não é essa. A questão é que se afirma como sendo uma certeza científica aquilo que ninguém nunca verificou cientificamente e que se torna cada vez menos provável à medida que vamos descobrindo a complexidade enorme de organismos vivos. Por outras palavras, não se trata de factos provados da ciência (nem coisa parecida), mas de especulação e teorias. Afirmar vezes sem fim que são factos científicos não muda os factos reais, por mais canudos que se mete à frente do nome da pessoa que o diz. É um "facto" só para quem, à partida, recusa considerar a possibilidade dum ser poderoso e inteligente - muito, muito inteligente mesmo - ter concebido e criado tudo. Os pressupostos da teoria da evolução não são afirmações científicas porque não se baseiam em factos provados através de experiências e observações. E mais, na realidade a ciência moderna nem se dá ao trabalho de verificar se os factos que existem apoiam ou não a ideia de design inteligente, porque meter um Deus a meio "não é científico" à partida. Chamam a isso "objectividade científica"!

    Por isso estranho as afirmações que oiço de pessoas que são inteligentes e cientistas competentes nas suas diversas áreas. Não se limitam a dizer que a evolução é um facto mais que provado: ficam muito emocionados sobre o assunto. Zangam-se até quando nós, os criacionistas ou pessoas que acreditam no design inteligente, temos a lata dos contradizer.

    Em Fevereiro deste ano um filme com o título Expelled (Expulso) estreou nos E.U.A., um documentário mostrando uma realidade pouco conhecida entre a população em geral, nomeadamente que acreditar que um ser inteligente concebeu e criou o universo (independentemente de quem é esse ser ou os meios que Ele usou) é passar óbito sobre uma profissão nas ciências. No blogue de Richard Dawkins, biólogo britânico e ateu fervoroso, ele escreveu um ataque que foi muito para além duma análise crítica do conteúdo do filme. Foi uma tirada. (Sei pela experiência de amigos nas ciências que a tese do filme está certíssima).

    Por que é que pessoas como Dawkins e muitos outros menos conhecidos ficam tão emocionados? Pelo desejo de salvaguardar a "verdade científica"? Duvido muito. Creio que um autor, professor universitário de filosofia, resumiu bem a verdadeira razão. Já não me lembro do nome do autor nem decorei a citação à letra, mas foi mais ou menos assim:

    "Se um cientista se enganar quanto ao tempo de amanhã, pode ficar molhado, mas se se enganar quanto à origem da sua vida, o seu destino eterno fica em causa."

    É uma simplificação, admito, mas resume bem a cerne da questão e responde a uma realidade que tenho observado muitas vezes. O debate criação/evolução não é um debate entre a crença cega e a ciência, mas um debate entre duas crenças opostas, uma num Criador, outra na existência eterna de matéria e matéria só. A ciência tem algo a dizer sobre o assunto mas o debate real é um debate sobre uma questão muito mais importante: quem somos e a quem teremos de prestar contas.

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    Deus ama os homossexuais?

    Quando andava no décimo ano de escolaridade houve uma noite quando tive de ir à biblioteca da cidade a fim de pesquisar algum assunto para um trabalho de casa. Ficou combinado com os meus pais irem buscar-me depois da biblioteca fechar. Assim encontrei-me nas escadas da biblioteca, quase às escuras, com outro rapaz que não conhecia antes mas que também esperava pelos seus pais. A conversa foi mais ou menos a que é normal entre dois rapazes com quinze anos de idade, mas às tantas ele começou a usar muito mais contacto físico do que era normal entre dois rapazes, ao ponto de me incomodar bastante.

    No dia seguinte passei por ele na escola e, claramente arrependido, pediu desculpas pelo seu comportamento. Descobri depois que ele já era conhecido na escola como homossexual, ao ponto do seu nome ter sido referenciado uma vez num jornal publicado pelos alunos da escola com a intenção de gozar com ele e qualquer outro homossexual. Tive imensa pena do rapaz e admirei-me muito pela falta de sensibilidade dos alunos que escreveram o artigo.

    Isso foi em 1966. Como as coisas mudaram! Assumir-se como homossexual passou dum motivo de vergonha para acto de coragem para a situação actual onde criticar práticas homossexuais traz sobre a nossa cabeça os termos piores usados para falar das chagas da sociedade: homofobia, discriminação, nazi até. Qualquer filme ou telenovela trata a homossexualidade como algo perfeitamente normal porque essa é a convicção dos realizadores. Usar a palavra "perversão sexual" em vez de "preferência sexual" abre a pessoa para o escárnio, se não algo muito pior. "Ai daqueles moralistas!" Por isso alguns homossexuais, como o cantor Elton John, encaram a religião como o seu inimigo número um enquanto outros, chamando-se evangélicos, torcem a Bíblia até ela dizer exactamente o contrário do sentido claríssimo do texto.

    É coisa que nunca entendi bem. Mesmo que não acreditasse em Deus ou que o ser humano fosse criado por Deus, parece-me mais do que óbvio que os corpos feminino e masculino não se adaptam ao corpo do mesmo sexo e por isso relações com pessoas do mesmo sexo são, no mínimo, um desvio da natureza. Quando se trata de qualquer outra anomalia física ou psíquica os cientistas procuram maneiras de ajudar a pessoa a voltar à normalidade, mas a homossexualidade já é encarada como "normal".

    Quando introduzimos Deus na equação, passamos duma "anomalia" para uma "perversão", ou seja a questão ganha força moral.

    Isto quer dizer que Deus odeia práticas homossexuais? Sim, odeia. Também odeia o adultério, fornicação (actos heterossexuais, mas sem ser casado com a outra pessoa), mentiras, homicidas, falso testemunho num tribunal, falta de pagar aos trabalhadores, provocar conflitos, orgulho, ira, inveja, ganância e muito mais. Por outras palavras, ninguém escapa. Temos todos praticado um ou mais desses ou doutros actos condenados por Deus.

    A coisa incrível é que Deus, não querendo pactuar com práticas homossexuais (nem com os outros actos que Ele condena), não deixou de amar as pessoas que as praticam e providenciou para homossexuais e para todos nós uma maneira de escapar, quer do julgamento d'Ele, quer dos efeitos nocivos que estes actos têm sobre quem os pratica. "Porque se nós, quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida." (Romanos 5:10)

    Deus ama aos homossexuais? Sim, sem dúvida alguma. E nós também devemos amá-los, e isto significa que nem gozamos com eles nem desculpamos os seus actos. Significa que os apontamos para quem os possa perdoar e transformar e dispomo-nos para os ajudar no regresso para uma prática de vida que Deus criou para a nossa alegria.

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